Fechou-se o pano…

Um dia, em uma qualquer entrevista, Saramago disse “nunca se pode descrever uma paisagem”. De toda a entrevista que contemplava a sua vida essas foram as palavras que chegaram verdadeiramente até mim. Dizia ele que sim, que podes olhar um castelo e descreve-lo, dizer como é, onde está, contar infímos pormenores, mas no final, quem estiver a ler acaba por pensar noutro castelo qualquer. Pensar que ao descrever exaustivamente uma coisa garante que o leitor a imagine como tal seria retirar-lhe a liberdade de imaginação. Sempre me assumi como admiradora de Saramago, apaixonei-me muito cedo com “O Memorial do Convento” cedo demais para outros titulos que tenho vindo a consumir desde então. A verdade é que Saramago foi um grande escritor. E fechou-se o pano. Uma das minhas sonatas preferidas em homenagem à colecção, que está agora completa.

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