Deixa o rio correr…

“Estou cansada de sonhar, de esperar, de desejar, de te querer e não te ter, de nunca saber se pensas ou não em mim, se à noite adormeces com saudades no peito ou te deitas com outras mulheres. Depois de todas as palavras e todas as esperas, fiquei sem armas e sem forças. Sobra-me apenas a certeza que nada ficou por fazer ou dizer, que os sonhos nunca se perderam, apenas se gastaram com a erosão do tempo e do silêncio” Margarida Rebelo Pinto – A curva do rio in Vou contar-te um segredo.

Estou cansada. Sinto que não me vale de nada algo que possa dizer ou fazer, e sei que quando tenho esta sensação não vale a pena insistir porque está para chegar a tempestade, enquanto isso, saio ao alpendre, apanho ar fresco e vejo a lua a cair devagarinho com a força da noite. Enquanto uns esperam que a curva do rio mude outra vez, eu estou nesta estupida espera, sabendo que chega a tempestade e o meu rio simplesmente arrasa com as margens. Estou cansada. Que venha a tempestade, eu preciso de bonança.

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