…a não sei quem…

Dei-te os dias, as horas e os minutos
Destes anos de vida que passaram;
Nos meus versos ficaram
Imagens que são máscaras anónimas
Do teu rosto proibido;
A fome insatisfeita que senti
Era de ti,
Fome do instinto que não foi ouvido.

Agora retrocedo, leio os versos,
Conto as desilusões no rol do coração,
Recordo o pesadelo dos desejos,
Olho o deserto humano desolado,
E pergunto porquê, por que razão
Nas dunas do teu peito o vento passa
Sem tropeçar na graça
Do mais leve sinal da minha mão…

“Miguel Torga – Poema melancólico a não sei que mulher”

Quando te vês num poema, dás, dias horas e os minutos, tempos de vida que passaram, e na memória, ficaram imagens anónimas do rosto proibido, a fome insatisfeita. E retrocedes, recordas desilusões, pesadelos e desejos e acabas sempre por perguntar o porquê, porquê que só queres o que te escapa…. e escreves palavras melancólicas a não sei que homem… Vera Trocado -.- silêncio.

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