Sou o próprio mar…

Reflecte, pensa em ti e nos teus semelhantes e encontrarás a paz da alma…

Penso em  mim? Sim. E nos meus semelhantes? Quem? Procuro semelhanças e afinidades, faço uma busca infinita e encontro. Sou semelhante. Sim, semelhante ao mar, a pouco e pouco nos tornamos mais profundos, em todas as mudanças conservamos a unidade, devolvemos os cadáveres à praia. Nunca podia ser só um rio que quando se une ao mar perde o seu próprio nome e a sua doçura. Sou o próprio mar. Sou um reservatório de todos os meus caminhos, minhas emoções dos percursos da minha água e da chuva das nuvens, não transbordo nem seco nunca. Estou no meio de milhões de pessoas, como gotas de àgua ou flocos de gelo, não aumento nem diminuo, sou do tamanho exacto da minha vontade. Como o mar salgado, apenas tenho um sabor, o da liberdade. Estou cheia de pedras preciosas, tesouros e pérolas e sirvo de morada a uma poderosa existência, a alma. Não faço distinção de quem tomar, com quem partilhar, seja nobre ou vulgar. Sou semelhante á agua que apaga todas as nódoas, todos os fogos e que purifica. Não sou semelhante. Sou o próprio mar. Sou a minha doutrina. Da água vieste, para a àgua tornarás. E encontro, paz e liberdade da alma, dentro de mim, dentro do mar.

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